Mesa de San Miguel

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Mesa de San Miguel

O Mesa de San Miguel

O Mesa de San Miguel é um anti-restaurante: não tem placa, não tem carta, não tem garçom circulando com pratos empratados e não abre todo dia.

Uma ou duas vezes por mês, oito convivas sentam-se à mesma mesa comum, num endereço que só recebem depois de confirmada a reserva, e comem - em travessas compartilhadas, servidas à maître d’hôtel - a comida raiz de algum povo, de algum século, de alguma cidade. Pode ser a cozinha berbere do Marrocos, anterior à dos gregos, à dos romanos e à dos árabes.

À frente da casa está Luiz Roberto Pecoits Targa, formado no SECAC em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, que viveu em Paris nos anos 80, historiador e  ávido leitor de receitas antigas, e que se recusa terminantemente a inventar novos pratos: o mundo já inventou coisas maravilhosas demais para que ainda seja preciso acrescentar mais algumas. O que é preciso é resgatá-las das páginas de livros que, por anos, estiveram esquecidos.

Há coisas que só acontecem quando oito pessoas, que não necessariamente se conhecem, sentam-se à mesma mesa e precisam passar a travessa umas às outras. O Mesa de San Miguel foi construído em torno dessa constatação simples e um pouco fora de moda.

Não é um restaurante - é uma casa, num bairro a caminho da zona sul de Porto Alegre, que uma ou duas vezes por mês recebe convivas para uma refeição inteira: recepção, entrada, prato principal, entremet quando é o caso, sobremesas.

Serve-se à maître d’hôtel, em travessas que circulam, o que obriga cada um a pensar em quem está ao lado antes de se servir.

Não há empratados, não há hora de sair, não há taxa de rolha nem 10% - cada um traz a bebida que gosta, e a Casa fornece água filtrada, bem gelada e de qualidade.

A comida é sempre raiz: portuguesa, marroquina, russa, baiana, mexicana, tcheca, goesa, caipira do Vale do Paraíba, das Antilhas francesas. Nunca de autor.

Cada prato vem com a sua história, e a história é servida junto, porque foi ela que fez o prato existir.

Anti-restaurante

Mesa de San Miguel

Não procure a placa: não existe. Não peça a carta: também não existe. O que existe é uma data anunciada com antecedência, um menu publicado por inteiro, oito lugares numa mesa comum e um endereço que chega ao conviva depois que a reserva está confirmada.

Tem hora para chegar... Mas não tem hora para sair. 

A palavra “anti-restaurante” não é provocação gratuita: é descrição técnica mesmo.

Vejamos pelo avesso.

Restaurante abre todos os dias...  Aqui se abre uma ou duas vezes por mês.

Restaurante tem cardápio para escolher... Aqui há um menu único, anunciado semanas antes, igual para todos os oito convivas - porque uma refeição pensada como um todo é uma frase completa, uma composição, conta uma história, e não apenas retalhos jogados ao acaso, feitos de  palavras soltas sem sentido.

Restaurante tem empratados na cozinha e entrega-os diante do cliente já resolvido, já decidido, já esteticamente encerrado... Aqui a travessa chega inteira à mesa e cada um se serve, o que é ao mesmo tempo mais antigo e mais civilizado.

Restaurante cobra rolha, couvert, manobrista e 10%... Aqui não se cobra nada disso, e a bebida cada um traz a sua, porque bebida é assunto pessoal e ninguém deve beber o que o dono da casa gosta.

Restaurante tem mesas separadas, cada grupo no seu quadrado... Aqui há uma mesa só, comum, e os oito lugares dela. Quem chega sozinho não janta sozinho.
Restaurante tem rotatividade - a segunda praça, a conta que chega antes da sobremesa esfriar.

E, por fim, restaurante quer que você volte para comer a mesma coisa - o prato da casa, a especialidade.... Aqui você volta justamente para comer outra coisa, de outro país, de outro século, de uma outra história. Nunca servimos duas vezes a mesma refeição, salvo quando um prato faz demais por merecer... Daí, a gente repete... na próxima década!

O que sobra depois de tirar tudo isso? Sobra comida, sobra mesa, sobra gente, sobra tempo. Que era, afinal, o que havia lá no começo. 

Luiz Targa

À frente do Mesa de San Miguel está Luiz Roberto Pecoits Targa, que construiu sua relação com a cozinha a partir de uma formação que une arte, técnica, história e experiência. Viveu em Paris na segunda metade dos anos 1980. Lá aprendeu a comer e beber. Acompanhou o trabalho e a trajetória, durante 25 anos, de um grande cozinheiro, o Michel,  do (suposto) bistrô do La Tour d'Argent. Neste período, aprofundou seu contato com a cozinha francesa e descobriu, ao mesmo tempo, a riqueza das tradições gastronômicas de diferentes povos - experiência da qual nasceu uma convicção que orientaria toda a sua trajetória: mais do que inventar pratos, é preciso saber buscá-los em suas origens.

Luiz Roberto Pecoits Targa

Quem somos? O que fazemos?
Porque fazemos?

Mesa de San Miguel

Quem somos.

Uma casa em Porto Alegre, a caminho da zona sul, e um cozinheiro que se formou em Porto Alegre, no SENAC e refinou seus gostos e suas técnicas na cozinha francesa clássica.  E nunca conseguiu ficar dentro dela. "Somos feitos, básica e honestamente, de cada um dos convivas que sentam-se à nossa Mesa: sem oito pessoas dispostas a compartilhar o ritual da refeição, nada disto existiria". Um anti-restaurante é a única espécie de restaurante que não sobrevive sem a cumplicidade de quem chega.

O que fazemos.

Reconstituímos refeições, recuperamos histórias, reacendemos lembranças e sentimentos. Não servimos pratos soltos. Oferecemos refeições inteiras, histórias completas, com começo, meio e fim. Pratos pertencentes a um lugar e a um tempo. Vamos aos livros - os antigos e os locais -, apuramos o que é possível apurar, cozinhamos com a técnica clássica e servimos em travessas, contando à Mesa de onde veio cada coisa.  Fazemos isso uma ou duas vezes por mês, para oito pessoas de cada vez. É pouco, e é de propósito.

Por que fazemos. 

Porque algo se perdeu... E vale à pena ir buscar.
Primeiro, perdeu-se a mesa comum, a paz do encontro, o ato de compartilhar. Em outro momento, perdeu-se a memória do prato. Uma cozinha inteira dos povos do mundo - camponesa, popular, conventual, colonial, mestiça - está registrada em livros que ninguém abre, e desaparece não porque seja ruim, mas porque parou de ser feita.  E perdeu-se, por fim, a modéstia: instalou-se a ideia de que o Chef deve deixar sua marca, sua assinatura, sua leitura pessoal. Nós aqui no Mesa pensamos que não há a menor necessidade de inventarem-se ainda mais receitas. Há, isso sim, uma necessidade enorme de não deixar morrer as que já existem. A cidade contemporânea come em pé, come sozinha, come olhando para uma tela, come em porções individuais, seladas, come sem olhar para o lado, nem para frente, às vezes nem para o prato. No Mesa, a travessa que circula é o gesto contrário a tudo isso, e é impressionante como um gesto tão pequeno reorganiza uma noite inteira. E conta, de maneira deliciosa e prazerosa, as muitas outras Histórias.

É por isso tudo isso que fazemos o que fazemos. E, principalmente: fazemos por que fazer é, em última instância, a única forma séria de preservar.

Reservas

Como reservar seu
lugar no Mesa

São apenas oito lugares, oito convivas.
Depois disso, só no próximo mês...

Reservas - Mesa de San Miguel

1. Entre na lista

Os eventos são divulgados nas redes sociais e por e-mail para quem já está cadastrado. Cadastrar-se não obriga a nada: apenas garante que o anúncio chegue antes das cadeiras acabarem.

01

1. Entre na lista

2. Leia o menu inteiro.

Cada anúncio traz o tema, a data, o menu completo do começo ao fim e o valor por conviva. Não há escolha de pratos: a refeição é uma só, pensada como uma sequência, igual para todos os oito.

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2. Leia o Menu inteiro

3. Reserve até a segunda-feira anterior.

As reservas se encerram na segunda-feira que antecede o evento. Não é burocracia: compras, encomendas, pães, cocções longas e defumações começam antes disso.

03

3. Reserve até a segunda-feira anterior.

4. Confirme com o Pix. 

A reserva se confirma com o pagamento. Quem se inscreve recebe o WhatsApp da Casa para falar conosco e enviar o comprovante.

04

4. Confirme com o Pix.

5. Receba o endereço.  

O endereço é enviado depois da reserva confirmada. A Casa fica a caminho da zona sul de Porto Alegre, na altura do bairro Teresópolis, com estacionamento na rua, seguro.

05

5. Receba o endereço.

6. Chegue às dezoito horas.  

Para todos, ao mesmo tempo. Depois disso, não há hora de sair.

06

6. Chegue às dezoito horas.

As regras da Casa, ditas de frente

A Mesa de San Miguel tem algumas regras simples - não como formalidade, mas como parte do espírito da Casa. Elas existem para preservar aquilo que torna cada jantar particular: uma única mesa, poucos convivas, comida feita para ser compartilhada e uma relação direta, sem cerimônias desnecessárias, entre quem cozinha, quem serve e quem se senta para comer. Antes de reservar, vale conhecê-las: aqui, a experiência começa justamente por saber como a Casa funciona.

Oito convivas por evento. 

Uma mesa comum, todos juntos. É bastante exclusivo por aritmética.

Serviço à maître d’hôtel.

Travessas para compartilhar, nada de empratados. Você se serve, e serve quem está ao lado.

Comida para onívoros.

Com glúten, lactose, proteína animal e açúcar. Sempre. Está dito antes para que ninguém se sente à Mesa em desconforto.

Comida raiz de um povo, nunca de autor.

De qualquer país ou região, sem hierarquia.

Traga sua bebida.

A que você gosta de verdade. Aqui não se cobra rolha.

A Casa serve água.

 Filtrada, gelada e de qualidade.

Sem couvert, sem manobrista,
sem 10%.

 O valor anunciado é o valor.

Uma ou duas vezes por mês. 

 Só isso.

Não é newsletter. É o aviso de quando a Casa vai abrir e a Mesa vai ser posta outra vez. E o que será servido.

Entre na lista da Casa


Como são oito lugares e um ou dois eventos por mês, janta quem fica sabendo primeiro. Deixe seu nome, seu e-mail e seu WhatsApp e você receberá o anúncio de cada evento com o menu inteiro, a data, o valor e o prazo de reserva. Nada além disso: não mandamos promoções, não mandamos boletins e não passamos seus dados a ninguém. Quando quiser sair, basta dizer.